Umas das grandes tendências de momento, e que tenho seguido com bastante entusiasmo, são as roupas em tecidos estampados. Sou um verdadeiro fã! Para mim quanto maiores as gravuras, mais coloridos e mais nobres os tecidos melhor. Em combinação com calças de ganga e mocassins é um verdadeiro arraso.
Para pessoas negras como eu, acredito ficar especialmente bem aquelas com a vibe afro e em tons térreos.
Na foto embaixo acho a estampa da camisa em fundo azul perfeita e as calças esfoladas e os óculos escuros ao estilo "Wayfarer" vieram adicionar aquele efeito todo "Vintage" tornando o "look" ainda mais interessante e refinado.
Pena as mangas terem ficado tão curtas nele. No lugar dele, teria arregaçado as mangas e caprichado nos acessórios, como relógio e pulseiras.
O que você acha desta tendência? Tem experimentado usar? O que achou do look na foto? Deixe aí o seu comentário.
terça-feira, 12 de junho de 2012
Vintage Prints
Etiquetas:
estilo,
Fashion,
Inspiração,
moda,
Reflexão,
Tendências
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Angolan Retro Swagg
E aí minha gente! Como está a correr a semana? A minha esta a ser uma correria desenfreada, daí a razão de não ter publicado nada a já algum tempo. E que tal, sentiram a minha falta? Sim!? Que simpáticos!
Ontem de noite, para relaxar um bocadinho decidi assistir um filme que me havia sido recomendado por um amigo a alguns dias atras.
O titulo do filme é "Na cidade vazia" de Maria João Ganga. Ele retrata a vida e adversidades de um jovem rapaz que perde os pais durante a guerra civil em Angola e refugia-se em na capital, Luanda a procura de segurança.
O filme foi claramente produzido com um budget reduzido e isso reflectiu bem na cinematografia do filme. A ele começa meio monótono, mas felizmente prende a atenção do espectador pelo carisma, sagacidade de alguns dos personagens principais, como por exemplo o Jovem Zé Nganga, a mana Jozita e o Joka.
Este ultimo a ser interpretado pelo talentoso actor Angolano Raul Rosário. Um actor que nunca desaponta e que a mim faz lembrar o Denzel Washington quando mais jovem, pela sua forma carismática e característica de viver os personagens que interpreta no cinema e televisão.
Achei o sua o seu papel extremamente interessante, visto que pra mim é a epítome do homem Luandense da década de 80. Lutador, forte, galante, amante da vida, vaidoso e orgulhoso de si.
Eram estas as qualidades que eu via nos homens ao meu redor enquanto crescia. Os meus "Rol models" esbanjavam "Swagg"- o verdadeiro tipo de swagg. Não do tipo forçado, plástico e artificial que muito se vê hoje por aí. O tipo de homem que nós miúdos desejávamos ser quando crescêssemos. E tem graça que isto é bem retratado no filme quando num dos diálogos o N'dala diz ao Joka, "quando crescer quero ser assim tão forte como tu". Eu acho que o que ele na verdade quis dizer é, "quando crescer, quero ter o teu Swagg".
Se ainda não teve a oportunidade de assistir o filme recomendo a fazê-lo no link abaixo e deixe-me saber o que achou dele e especialmente da performance do meu "granda avilo", Raul Rosário. Peace!
Ontem de noite, para relaxar um bocadinho decidi assistir um filme que me havia sido recomendado por um amigo a alguns dias atras.
O titulo do filme é "Na cidade vazia" de Maria João Ganga. Ele retrata a vida e adversidades de um jovem rapaz que perde os pais durante a guerra civil em Angola e refugia-se em na capital, Luanda a procura de segurança.
O filme foi claramente produzido com um budget reduzido e isso reflectiu bem na cinematografia do filme. A ele começa meio monótono, mas felizmente prende a atenção do espectador pelo carisma, sagacidade de alguns dos personagens principais, como por exemplo o Jovem Zé Nganga, a mana Jozita e o Joka.
Este ultimo a ser interpretado pelo talentoso actor Angolano Raul Rosário. Um actor que nunca desaponta e que a mim faz lembrar o Denzel Washington quando mais jovem, pela sua forma carismática e característica de viver os personagens que interpreta no cinema e televisão.
Achei o sua o seu papel extremamente interessante, visto que pra mim é a epítome do homem Luandense da década de 80. Lutador, forte, galante, amante da vida, vaidoso e orgulhoso de si.
Eram estas as qualidades que eu via nos homens ao meu redor enquanto crescia. Os meus "Rol models" esbanjavam "Swagg"- o verdadeiro tipo de swagg. Não do tipo forçado, plástico e artificial que muito se vê hoje por aí. O tipo de homem que nós miúdos desejávamos ser quando crescêssemos. E tem graça que isto é bem retratado no filme quando num dos diálogos o N'dala diz ao Joka, "quando crescer quero ser assim tão forte como tu". Eu acho que o que ele na verdade quis dizer é, "quando crescer, quero ter o teu Swagg".
Se ainda não teve a oportunidade de assistir o filme recomendo a fazê-lo no link abaixo e deixe-me saber o que achou dele e especialmente da performance do meu "granda avilo", Raul Rosário. Peace!
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Perguntas e Respostas.
"Olá pessoal do Estilo & Etiqueta, peço a vossa opinião, sobre o seguinte:
Cá em Houston, Texas, USA, já está a fazer calor. Consequentemente, as meninas estão a usar calções curtíssimos às aulas na minha faculdade, e eu sempre acho que não é apropriado vestir-se desta forma num lugar onde é suposto se estar a aprender a ser profissional (o que inclui saber apresentar-se). Acho que nãõ deviam vestir-se como se estivessem indo a praia.
O que vocês acham sobre isto?" - Ella Andre
Cara Ella,
Realmente, vão mudando as normas e regras quanto ao que é considerado vestimenta apropriada ou decente para determinadas ocasiões e lugares. Elas variam também de acordo com o lugar, cultura ou meio social. É bom levar em conta que nos EUA, as pessoas em geral são muito mais informais e descontraídas em comparação com Angola ou alguns outros países de expressão portuguesa. Mas acho que tratando de boa etiqueta, podemos todos concordar que roupa apropriada para usar na faculdade deve ser limpa, esmerada e não-ofensiva ou -sexualmente sugestiva. Durante os anos de faculdade ou universidade temos também a oportunidade de prepararmo-nos para a nossa carreira profissional, não apenas em termos académicos mas também de comportamento. Por isso eu diria, tente vestir como se fosse para o trabalho. Esta a estudar direito? Vista-se como um jurista. Estuda medicina? Vista-se como um doutor. Um doutor com estilo, atenção! Deixe os calções curtinhos e chinelas, para os dias de praia. Por tomar mais atenção naquilo que veste você não apenas mostra esmero e profissionalismo, mas também mostra que valoriza aquela instituição de ensino, assim como as as pessoas á sua volta.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Ninguém faz isso.
Estava hoje numa loja, a procura de uns novos fatos de treino para usar para usar no fitness. Sendo meio-dia não havia muita gente na loja. Estava a assistente de vendas, dois casais e eu. Um dos casais era de origem africana, pelo idioma que falavam aposto que do Congo Democrático e faziam-se acompanhar de duas crianças.
As crianças eram raparigas muito giras com idades compreendidas entre os 8 e 12 anos. Sabemos bem quão traquinas as crianças tendem ser naquela idade, procuram como que desesperadamente e constantemente a atenção dos adultos á sua volta. Estas não eram diferente. Estavam brincando, dando risadas e fazendo muitas outras traquinices enquanto os pais faziam compras. Mas nada de malicioso ou de muito grave.
De repente, distraído enquanto vasculhava pelas roupas, ouço estalo tremendo. Tlaaaaashh! Uma das crianças começa a chorar e o pai põe-se a gritar com ela. Assim como eu, as outras pessoas pareciam não poder acreditar que o estalo que acabavam de ouvir era proveniente do choque entre a testa daquela rapariguinha e a palma calejada da mão daquele homem. A mãe, envergonhada com a situação e diante os olhares de desaprovação dos outros presentes pôs-se a ralhar com o marido e logo começa uma discussão em alta voz em Lingala aí mesmo na loja.
Senti-me super envergonhado como africano e negro, presenciando aquela cena. Notem bem que, diferentemente daqueles Europeus lá na loja, que certamente são contra bater ou tocar em crianças em qualquer circunstancia, eu não vejo nada de errado em ocasionalmente dar uma palmadazinha nas mãos ou no traseiro. Por vezes é o que elas mais precisam. Mas aquilo foi algo bem diferente. Aquilo é abuso e agressão de menores e aquele pai devia ser processado pela forma desamorosa e brutal como trata suas filhas. Em retrospectiva acho mesmo que um de nos devia ter chamado a policia ou dado queixa ao serviço de proteção á menores. O que vocês acham disso?
As crianças eram raparigas muito giras com idades compreendidas entre os 8 e 12 anos. Sabemos bem quão traquinas as crianças tendem ser naquela idade, procuram como que desesperadamente e constantemente a atenção dos adultos á sua volta. Estas não eram diferente. Estavam brincando, dando risadas e fazendo muitas outras traquinices enquanto os pais faziam compras. Mas nada de malicioso ou de muito grave.
De repente, distraído enquanto vasculhava pelas roupas, ouço estalo tremendo. Tlaaaaashh! Uma das crianças começa a chorar e o pai põe-se a gritar com ela. Assim como eu, as outras pessoas pareciam não poder acreditar que o estalo que acabavam de ouvir era proveniente do choque entre a testa daquela rapariguinha e a palma calejada da mão daquele homem. A mãe, envergonhada com a situação e diante os olhares de desaprovação dos outros presentes pôs-se a ralhar com o marido e logo começa uma discussão em alta voz em Lingala aí mesmo na loja.
Senti-me super envergonhado como africano e negro, presenciando aquela cena. Notem bem que, diferentemente daqueles Europeus lá na loja, que certamente são contra bater ou tocar em crianças em qualquer circunstancia, eu não vejo nada de errado em ocasionalmente dar uma palmadazinha nas mãos ou no traseiro. Por vezes é o que elas mais precisam. Mas aquilo foi algo bem diferente. Aquilo é abuso e agressão de menores e aquele pai devia ser processado pela forma desamorosa e brutal como trata suas filhas. Em retrospectiva acho mesmo que um de nos devia ter chamado a policia ou dado queixa ao serviço de proteção á menores. O que vocês acham disso?
quinta-feira, 29 de março de 2012
Perguntas e Respostas
"Ola pessoal do Estilo & Etiqueta, peço a vossa opinião, sobre o seguinte:Cá em Houston, Texas, USA, já está a fazer calor. Consequentemente, as meninas estão a usar calções curtíssimos às aulas na minha faculdade, e eu sempre acho que não é apropriado vestir-se desta forma num lugar onde é suposto se estar a aprender a ser profissional (o que inclui saber apresentar-se). Acho que não deviam vestir-se como se estivessem indo a praia. O que vocês acham sobre isto?"- E. Andre
Cara E. Andre,
Cara E. Andre,
Perguntas e Respostas
"Se chegarmos a um restaurante e virmos alguém conhecido (e não amigo), que já começou a sua refeição, devemos aproximarmo-nos, interromper e cumprimentar (beijos ou aperto de mão) ou acenamos cordialmente de longe?!"- E. Pinto
Cara E. Pinto,
Como humanos, somos seres bastante sociais (ou pelo menos a maioria de nós). Por isso gostamos todos de nos cumprimentar ou saudar uns aos outros sempre que nos encontramos no dia-a-dia, ou de algum outro modo surja a oportunidade para tal.
Os gestos e formas variam de cultura para cultura e de povos para povos. Nos países ocidentais e na maioria do mundo, entre homem-homem costuma-se utilizar o aperto de mão No pais em que resido de momento, cumprimenta-se dando três beijos entre homem-mulher ou mulher-mulher quando já existe certa intimidade. Por isso leva-me certo tempo para aclimatizar-me de novo, sempre que me encontro de volta a Portugal ou Angola.
No entanto como diz o ditado, "A hora da refeição é uma hora sagrada". É considerado indelicado interromper a refeição de alguém. Quando a intimidade é grande, cumprimente rapidamente, sem dar a mão ou fazer as pessoas se levantarem. Caso contrario, limite-se a "acenar cordialmente de longe".
Isso se dá não apenas por motivos de comodidade ou evitar causar perda de apetite, mas também por motivos de higiene. Pouca gente se sentiria confortável em apertar as mãos de alguém, uma vez especialmente levadas para comer. A mim da-me logo vontade de as lavar outra vez.
Cara E. Pinto,
Como humanos, somos seres bastante sociais (ou pelo menos a maioria de nós). Por isso gostamos todos de nos cumprimentar ou saudar uns aos outros sempre que nos encontramos no dia-a-dia, ou de algum outro modo surja a oportunidade para tal.
Os gestos e formas variam de cultura para cultura e de povos para povos. Nos países ocidentais e na maioria do mundo, entre homem-homem costuma-se utilizar o aperto de mão No pais em que resido de momento, cumprimenta-se dando três beijos entre homem-mulher ou mulher-mulher quando já existe certa intimidade. Por isso leva-me certo tempo para aclimatizar-me de novo, sempre que me encontro de volta a Portugal ou Angola.
No entanto como diz o ditado, "A hora da refeição é uma hora sagrada". É considerado indelicado interromper a refeição de alguém. Quando a intimidade é grande, cumprimente rapidamente, sem dar a mão ou fazer as pessoas se levantarem. Caso contrario, limite-se a "acenar cordialmente de longe".
Isso se dá não apenas por motivos de comodidade ou evitar causar perda de apetite, mas também por motivos de higiene. Pouca gente se sentiria confortável em apertar as mãos de alguém, uma vez especialmente levadas para comer. A mim da-me logo vontade de as lavar outra vez.
segunda-feira, 26 de março de 2012
O meu estranho conceito de sucesso
A pouco menos de um ano que comecei a publicar, postar e partilhar coisas que gosto, que vejo, que penso, que visto, que faço, que detesto... em suma, um pouco do meu mundo com todos vocês. Não só por meio deste blogue mas também por meio da minha pagina no Facebook. Já agora se ainda não me segue no facebook, convidou a clicar neste link e fazer "gosto" na minha Page.
Tudo começou meio em tom de brincadeira e porque primeiro estava "cansado" dos meus amigos sempre dizerem que tinha um interessante conceito de estilo e que podia assim talvez ajudar muita gente a desenvolver e (re)descobrir o seu, e segundo, porque tive sempre o desejo de ajudar a criar uma sociedade com mais boas maneiras e valores sociais e etiqueta. Por isso decidi unir o útil ao agradável e assim começou esta ESTIETIQUE que hoje vocês conhecem e que agora ocupa grande parte das minhas actividades diárias.
Esta tudo a crescer muito rapidamente. Mas disto não é apenas prova o número cada vez maior de pessoas que seguem o meu blogue e pagina. Mas também o crescente número de especialmente outras páginas de Facebook que, digamos vão se "inspirando" na minha Page. Entidades meio escondidas, mas as provas são evidentes.
Tenho visto textos e frases minhas sendo plagiadas por uns, tópicos que criei sendo copiados por outros e o meu "concept" sendo imitado por terceiros. Isto pra mim também é sucesso, ladies and gentlemen.
Ha um ditado em inglês que diz "imitation is the highest form of flattery" e concordo inteiramente. Se as pessoas gostam tanto á ponto de imitar-me é porque faço algo fora do comum.
Meu único desejo, neste caso, é continuar original e não perder minha identidade nunca. Não gostaria jamais de decepcionar ou de algum modo parar de prover inspiração e ideias a tais entidades.
Tudo começou meio em tom de brincadeira e porque primeiro estava "cansado" dos meus amigos sempre dizerem que tinha um interessante conceito de estilo e que podia assim talvez ajudar muita gente a desenvolver e (re)descobrir o seu, e segundo, porque tive sempre o desejo de ajudar a criar uma sociedade com mais boas maneiras e valores sociais e etiqueta. Por isso decidi unir o útil ao agradável e assim começou esta ESTIETIQUE que hoje vocês conhecem e que agora ocupa grande parte das minhas actividades diárias.
Esta tudo a crescer muito rapidamente. Mas disto não é apenas prova o número cada vez maior de pessoas que seguem o meu blogue e pagina. Mas também o crescente número de especialmente outras páginas de Facebook que, digamos vão se "inspirando" na minha Page. Entidades meio escondidas, mas as provas são evidentes.
Tenho visto textos e frases minhas sendo plagiadas por uns, tópicos que criei sendo copiados por outros e o meu "concept" sendo imitado por terceiros. Isto pra mim também é sucesso, ladies and gentlemen.
Ha um ditado em inglês que diz "imitation is the highest form of flattery" e concordo inteiramente. Se as pessoas gostam tanto á ponto de imitar-me é porque faço algo fora do comum.
Meu único desejo, neste caso, é continuar original e não perder minha identidade nunca. Não gostaria jamais de decepcionar ou de algum modo parar de prover inspiração e ideias a tais entidades.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

