Paginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Reflexão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Reflexão. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Rabos, mamas e likes.


Facebook! Uma ferramenta incrível com a capacidade de abrir-nos a porta para um mundo maravilhoso e cheio de possibilidades. Mas certas coisas que por lá acontecem deixam-me as vezes boquiaberto, meio confuso mesmo. 
Mas aproveito para dizer que embora me considere uma pessoa bastante analítica e critica, geralmente tento dosar bem isso e não sair por aí apontando o dedo a todo e qualquer fenómeno social, com o qual não me identifique. 
Entretanto, do jeito que as coisas estão indo, esta ficando cada vez mais difícil fazer olhos de mercador à certas tendências de comportamento facebookianas.

Sim, há muitos comportamentos sócias no FB que me fazem as vezes querer desactivar definitivamente a minha conta nesta rede social, mas por falta de tempo e espaço aqui, vou-me pronunciar hoje sobre aquilo que ultimamente mais me tem surpreendido, ou seja, o uso de fotos chocantes e sexualmente provocantes para chamar a atenção.

Como diz o ditado "uma foto diz mais, do que mil palavras" e por isso são uma maneira eficaz de captar a atenção das pessoas. Mas as coisas parecem estar a perder o controle no FB.
Acho que certas fotos publicadas aí deviam vir com um aviso do tipo "Foto explicita - cuidado ao abrir". Eu sei que está ficando cada vez mais difícil chamar a atenção e se distinguir nesta sempre crescente rede social, mas C'MON!!
Acho especialmente irónico que certos perfis e páginas no FB que regularmente publicam e repassam frases, mensagens e artigos contra a queda de valores valores morais e mulheres se prostituindo para alcançar certas vantagens, são os que as vezes mais fotos publicam com cenas de violência explicita e de corpos semi-nus e sexualmente provocantes em suas timelines, apenas para chamar a atenção.

Não estou querendo aqui pregar o extremo pudor ou santidade, até porque como qualquer outro, gosto de apreciar um corpinho bem sarado num mini fato de banho de vez em quando. Mas tenho dificuldades em perceber como alguém pode publicar uma actualização com um texto do tipo "Acho pena notar que cada vez mais mulheres usam seu corpo e sexualidade pra subir na vida" e meia hora depois publicar uma foto de uma mulher de fio dental com uma descrição totalmente fora de contexto, só para atrair alguns comentários e likes!

Será que não se dão conta que ao utilizar regularmente este tipo de fotos para atingir os alvos supracitados, não estão a ser assim tão diferentes da mesma mulher que usa o corpo para angariar certos benefícios materiais!?
Acho isso quase hipocrisia e faz-me lembrar a celebre frase "pratique aquilo que prega". Um pouco de discrição e dignidade não faz mal a ninguém. Sim é verdade, sexo vende, mas de preferência ser distinguido por meio de criatividade e postagens inteligentes do que fotos de glúteos e seios expostos.

Taí... Falei!! Sei que alguns se vão sentir ofendidos e lesados mas estava precisando desabafar isso com vocês. Se a carapuça servir, sinto muito, mas terá de a vestir.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Sam Lambert - Irrevogável Fashionista.


Já faz algum tempo que tomei a decisão de aceitar o meu estilo incomum de uma forma mais aberta, consciente e passar a vestir de maneira mais expressiva, sem me importar muito com o que as pessoas fossem pensar ou dizer.
Esta decisão fez-me passar a olhar para moda e estilo de uma forma totalmente diferente da que estava habituado. Passei não só a prestar mais atenção ao que visto mas também naquilo que as outras pessoas vestem e qual a mensagem que, conscientemente ou inconscientemente, deixam passar.

Com o passar do tempo, talvez por não encontrar muita gente com a mesma disposição que a minha no meu quotidiano, virei-me para o mundo virtual, a Internet, onde as possibilidades parecem ser infinitas e tudo aparenta estar a um click de distancia.
Comecei assim por seguir sites como a Esquire, GQ e plataformas como a Tumblr. Novos horizontes se abriram e foi revelador encontrar literalmente milhares de fotos, artigos e videos, mostrando e provando que cada vez mais homens, assim como eu, estavam metendo de lado a "moda" e os padrões sociais vigentes e em lugar disso adoptando um estilo mais pessoal e próprio.

Mas devo dizer que, desde bem cedo, houve um personagem que chamou logo minha atenção por sua originalidade, atitude e personalidade. Embora com um estilo bem diferente do meu, eu admirava ver a maneira tão natural, peculiar e espontânea com que ele se apresentava. Este personagem tem o nome de Sam Lambert e em minha modesta opinião, ele exemplifica o termo "Personal Style" de uma forma como poucos outros o conseguem fazer.



Portanto vocês não imaginam a minha surpresa ao descobrir algum tempo depois que ele, assim como eu, era não só Africano, mas de origem Angolana a viver na Diáspora! Na verdade não foi bem surpresa, antes entusiasmo, porque como todo mundo sabe, Angolanos têm uma inclinação inata para a moda e estética [um pouquinho de chauvinismo não faz mal a ninguém...].
Alguém certa vez me definiu SWAG como "Something We Angolans Got", e devo dizer que Sam Lambert tem Swag pra dar e vender. Por este motivo tomei a liberdade de traduzir em portugues uma de suas entrevistas para o site The sartorialist para que conheçam um pouco mais sobre este invulgar fashionista. Vou logo me desculpando pelos possíveis erros na tradução. 



O que o levou para a sua carreira de design?

Eu nunca pensei que eu iria trabalhar com moda. Tomei meu primeiro emprego como assistente de carpinteiro em Portugal. Eu estava no ramo de eletrônica e por isso decidi me mudar para a Espanha para estudar. Eu amava consertar rádios e coisas assim.

Meu pai era alfaiate, então eu tive meu primeiro terno de encomenda quando tinha a idade de 5 anos. Como outras crianças africanas, esta era uma indumentaria de domingo. Ele me pedia para enfiar uma agulha na máquina, passar-lhe uma tesoura e giz ou ou segurar o tecido, mas tudo que eu queria fazer era jogar futebol!

Como isso o levou até o design?

Eu me apaixonei por peças vintage e passei a altera-las para melhor me servirem. Comprei um livro de padrões de corte, criei algumas coleções e abri minha própria loja na Suécia chamada "Solo y Unico" (espanhol para Um e Único) que eu mantive por 5 anos. Depois fui para Savile Row (em Londres) onde aprendi todas as regras que eu vinha quebrando.
Eu sou atualmente o chefe de Design para Spencer Hart, mas além de isso, eu considero como meu projeto principal o Art Comes First, eu sou metade da equipe criativa.

Foi difícil ganhar a confiança daqueles alfaiates mais tradicionais?

Savile Row é como uma sociedade secreta, eles são muito orgulhosos de sua tradição e velha mentalidade, assim como o pessoal lá de onde eu venho. Eu tenho muito respeito pela história da alfaiataria. Leva tempo para homens tradicionais entender o que vai indo em nossas mentes jovens e perturbados. Meu antigo chefe Ozwald Boateng foi o pavão de Savile Row. Quando entrei para a marca eu adicionei cor e um toque de design incomum para os seus tecidos clássicos, o tecido era familiar para eles, o novo toque já era outra historia. Você tem que aprender primeiro as regras para que você possa depois aprender a quebrá-las.

Você coleciona alguma coisa em particular?

Câmeras fotográficas antigas. Quando viajo, passo sempre pelas feiras e fico louco querendo comprá-las. Eu tenho uma parede coberta de câmaras 35mm, Polaroid, 210 Instax e Super 8. Estudei fotografia antes de moda, eu amo o jeito estilizado que as câmeras antigas são construídas.

Que lojas você visita regularmente?

A minha favorita de sempre é a The Convenience Store no oeste de Londres. Alem disso, tenho um enorme respeito por Dover Street Market por sua inovação, Spencer Hart pela sua sofisticação ao estilo Palm Springs dos anos 1940, e A Boateng Ozwald Flagship  em 30 de Savile Row, onde eu posso encontrar as figuras mais encantadoras.

Qual sua mais recente reveladora experiência de viagem?

Em passado Novembro eu fui a Semana de Moda Africana para servir de estilista da capa da GQ África. Eu não ia de volta a casa faziam uns 20 anos, então foi muito divertido. Acho Soweto muito lindo.

Descobri lá a sub-cultura Smarteez, um grupo de jovens criativos: designers, alfaiates, costureiros, estilistas e fotógrafos. Eles cuidaram de mim. Me apaixonei por aquilo.

Eu acho que quando eu decidir me casar, vou levar minha esposa lá para o nosso casamento; É um lugar espiritual, bem vivo.

Como você aborda vestir todos os dias?

Eu tenho que acordar cedo para ir para o estúdio de design, e tendo a sempre ir para a cama tarde, porque eu sou uma pessoa nocturna. Por isso, preparo minhas roupas na noite anterior, iniciando sempre com os meus sapatos e meu chapéu.

Você se veste de forma diferente ao viajar?

Estar devidamente vestido com uma camisa branca e gravata preta é uma obrigação para mim quando viajo, se eu ter uma aparência de executivo, os agentes de emigração e fronteiras dificilmente me incomodam. Nunca uso roupas casuais, ou me sinto como parte dos corredores africanos de maratonas.

É se sente melhor quando veste...

Meu primeiro fato feito à medida, um terno cinza-escuro Super 130 SB2  feito na nossa fábrica em Portugal. Cabe-me tão bem, clássico, não muito berrante, não muito da moda apenas super elegante e actual. É o que eu imagino Miles Davis vestindo em 1965, quando ele costumava tocar com Wayne Shorter.

Peculiaridades de seu estilo pessoal?

Eu uso sempre um chapéu com toda e qualquer vestimenta, e eu uso barba e bigode faz muito tempo; quando eu tinha meu próprio negócio, eu não fazia a barba até terminar a colecção em que eu estava trabalhando. Isso dava-me foco enquanto trabalhava. Ultimamente eu tenho usando gravatas clube vintage, eu acho-as ao mesmo tempo elegantes e dignificantes.

O conselho mais memorável que seus pais lhe deram...?

Toda vez que vou visitá-los na Bélgica têm mais conselhos, mas a frase que eu sempre tenho em mente é a de "sempre ser honesto e trabalhar duro, no final você vai conseguir o que você merece".

Posse de maior valor?

Antigas fotografias de família. Eu sou um cigano negro; eu saí de casa muito jovem para imigrar, mas trouxe estes fotos comigo em todos lugares por onde passei. Essas fotos me fazem sentir feliz e em casa onde quer que eu esteja, meus irmãos, meus tios muito gentis, minha mãe muito bonita, com seu sorriso maravilhoso.

O que você considera ser o seu primeiro de compra 'de adulto'?

Eu comprei uma pulseira de prata mexicana por £ 100, quando me mudei para Londres em 1996, e não altura não tinha muito dinheiro. Eu queria usar algo de valor que de certa forma traduzisse-se no seguinte: "Eu sou um homem adulto agora." Meu estilo evoluiu, mas a pulseira permaneceu, até que eu a perdi em Florença. Meu melhor amigo e eu decidimos ir para o México e fazer uma coleção de prata em homenagem a minha primeira compra adulta.

Você tenta economizar com...?

Tarifa de transporte público. Eu ando muito de bicicleta, o que me mantém em forma enquanto economizo dinheiro e gero menos poluição, especialmente em Londres.

Deriva energia de que tipo de musica?

Eu sempre fui um grande fã de jazz e blues (particularmente Robert Johnson e Otis Spann), mas recentemente o meu cérebro se dividiu em duas: metade é calmo e clássico com música Cab Calloway, e o outro é rápido com a música Kuduro. Kuduro originou-se no meu país (Angola), jovens por todo o lado o estão tornando mais alternativo-Buraka Som Sistema, por exemplo.

Atualmente lendo?

Doze bar blues por Patrick Neate que é cheio de histórias africanas inspiradoras. Também "Las Confesiones de un Pequeno Filosofo", de José Maria Martinez Cachero, que é uma autobiografia muito bem escrita.

Os estilos de quem o influenciaram?

Meus irmãos. Meu irmão costumava usar jaquetas de couro vintage da marca Members Only com Plimsolls e óculos Wayfarers. Uma de minhas irmãs costumava usar camisas brancas super largas com boinas pretas, enquanto a outra usava vestidos jeans pré-lavados com cabelo pintados. Eu sempre achei eles super na moda.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Vintage Prints

Umas das grandes tendências de momento, e que tenho seguido com bastante entusiasmo, são as roupas em tecidos estampados. Sou um verdadeiro fã! Para mim quanto maiores as gravuras, mais coloridos e mais nobres os tecidos melhor. Em combinação com calças de ganga e mocassins é um verdadeiro arraso.

Para pessoas negras como eu, acredito ficar especialmente bem aquelas com a vibe afro e em tons térreos.
Na foto embaixo acho a estampa da camisa em fundo azul perfeita e as calças esfoladas e os óculos escuros ao estilo "Wayfarer" vieram adicionar aquele efeito todo "Vintage" tornando o "look" ainda mais interessante e refinado.
Pena as mangas terem ficado tão curtas nele. No lugar dele, teria arregaçado as mangas e caprichado nos acessórios, como relógio e pulseiras.

O que você acha desta tendência? Tem experimentado usar? O que achou do look na foto? Deixe aí o seu comentário.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Angolan Retro Swagg

E aí minha gente! Como está a correr a semana? A minha esta a ser uma correria desenfreada, daí a razão de não ter publicado nada a já algum tempo. E que tal, sentiram a minha falta? Sim!? Que simpáticos!
Ontem de noite, para relaxar um bocadinho decidi assistir um filme que me havia sido recomendado por um amigo a alguns dias atras.
O titulo do filme é "Na cidade vazia" de Maria João Ganga. Ele retrata a vida e adversidades de um jovem rapaz que perde os pais durante a guerra civil em Angola e refugia-se em na capital, Luanda a procura de segurança.
O filme foi claramente produzido com um budget reduzido e isso reflectiu bem na cinematografia do filme. A ele começa meio monótono, mas felizmente prende a atenção do espectador pelo carisma, sagacidade de alguns dos personagens principais, como por exemplo o Jovem Zé Nganga, a mana Jozita e o Joka.


Este ultimo a ser interpretado pelo talentoso actor Angolano Raul Rosário. Um actor que nunca desaponta e que a mim faz lembrar o Denzel Washington quando mais jovem, pela sua forma carismática e característica de viver os personagens que interpreta no cinema e televisão.
Achei o sua o seu papel extremamente interessante, visto que pra mim é a epítome do homem Luandense da década de 80. Lutador, forte, galante, amante da vida, vaidoso e orgulhoso de si.




Eram estas as qualidades que eu via nos homens ao meu redor enquanto crescia. Os meus "Rol models" esbanjavam "Swagg"- o verdadeiro tipo de swagg. Não do tipo forçado, plástico e artificial que muito se vê hoje por aí. O tipo de homem que nós miúdos desejávamos ser quando crescêssemos. E tem graça que isto é bem retratado no filme quando num dos diálogos o N'dala diz ao Joka, "quando crescer quero ser assim tão forte como tu". Eu acho que o que ele na verdade quis dizer é, "quando crescer, quero ter o teu Swagg".


Se ainda não teve a oportunidade de assistir o filme recomendo a fazê-lo no link abaixo e deixe-me saber o que achou dele e especialmente da performance do meu "granda avilo", Raul Rosário. Peace!




sexta-feira, 30 de março de 2012

Ninguém faz isso.

Estava hoje numa loja, a procura de uns novos fatos de treino para usar para usar no fitness. Sendo meio-dia não havia muita gente na loja. Estava a assistente de vendas, dois casais e eu. Um dos casais era de origem africana, pelo idioma que falavam aposto que do Congo Democrático e faziam-se acompanhar de duas crianças. 


As crianças eram raparigas muito giras com idades compreendidas entre os 8 e 12 anos. Sabemos bem quão traquinas as crianças tendem ser naquela idade, procuram como que desesperadamente e constantemente a atenção dos adultos á sua volta. Estas não eram diferente. Estavam brincando, dando risadas e fazendo muitas outras traquinices enquanto os pais faziam compras. Mas nada de malicioso ou de muito grave. 
De repente, distraído enquanto vasculhava pelas roupas, ouço estalo tremendo. Tlaaaaashh! Uma das crianças começa a chorar e o pai põe-se a gritar com ela. Assim como eu, as outras pessoas pareciam não poder acreditar que o estalo que acabavam de ouvir era proveniente do choque entre a testa daquela rapariguinha e a palma calejada da mão daquele homem. A mãe, envergonhada com a situação e diante os olhares de desaprovação dos outros presentes pôs-se a ralhar com o marido e logo começa uma discussão em alta voz em Lingala aí mesmo na loja. 


Senti-me super envergonhado como africano e negro, presenciando aquela cena. Notem bem que, diferentemente daqueles Europeus lá na loja, que certamente são contra bater ou tocar em crianças em qualquer circunstancia, eu não vejo nada de errado em ocasionalmente dar uma palmadazinha nas mãos ou no traseiro. Por vezes é o que elas mais precisam. Mas aquilo foi algo bem diferente. Aquilo é abuso e agressão de menores e aquele pai devia ser processado pela forma desamorosa e brutal como trata suas filhas. Em retrospectiva acho mesmo que um de nos devia ter chamado a policia ou dado queixa ao serviço de proteção á menores. O que vocês acham disso? 

segunda-feira, 26 de março de 2012

O meu estranho conceito de sucesso

A pouco menos de um ano que comecei a publicar, postar e partilhar coisas que gosto, que vejo, que penso, que visto, que faço, que detesto... em suma, um pouco do meu mundo com todos vocês. Não só por meio deste blogue mas também por meio da minha pagina no Facebook. Já agora se ainda não me segue no facebook, convidou a clicar neste link e fazer "gosto" na minha Page.
Tudo começou meio em tom de brincadeira e porque primeiro estava "cansado" dos meus amigos sempre dizerem que tinha um interessante conceito de estilo e que podia assim talvez ajudar muita gente a desenvolver e (re)descobrir o seu, e segundo, porque tive sempre o desejo de ajudar a criar uma sociedade com mais boas maneiras e valores sociais e etiqueta. Por isso decidi unir o útil ao agradável e assim começou esta ESTIETIQUE que hoje vocês conhecem e que agora ocupa grande parte das minhas actividades diárias.
Esta tudo a crescer muito rapidamente. Mas disto não é apenas prova o número cada vez maior de pessoas que seguem o meu blogue e pagina. Mas também o crescente número de especialmente outras páginas de Facebook que, digamos vão se "inspirando" na minha Page. Entidades meio escondidas, mas as provas são evidentes. 
Tenho visto textos e frases minhas sendo plagiadas por uns, tópicos que criei sendo copiados por outros e o meu "concept" sendo imitado por terceiros. Isto pra mim também é sucesso, ladies and gentlemen.
Ha um ditado em inglês que diz "imitation is the highest form of flattery" e concordo inteiramente. Se as pessoas gostam tanto á ponto de imitar-me é porque faço algo fora do comum.
Meu único desejo, neste caso, é continuar original e não perder minha identidade nunca. Não gostaria jamais de decepcionar ou de algum modo parar de prover inspiração e ideias a tais entidades.

terça-feira, 13 de março de 2012

De volta.

Olá gente, estou de volta! Desculpem a ausência demorada, mas finalmente de volta e com muitas novidades. Na verdade são tantas novidades que vou precisar de vários posts para conta-las todas. Mas isso logo se vê.


Bem, estou de volta em dois sentidos. De volta postando aqui no blogue, e de volta ao mundo das etiquetas sociais e boas maneiras, porque se ainda se recordam, havia decidido experimentar viver duas semanas como um grosso pondo de lado todo o tipo de etiqueta social. Vocês devem estar ansiosos por saber como me saí... verdade?
Devo dizer, antes de tudo, que foi bem mais difícil do que imaginava. Como era de esperar não é assim tão fácil abrir mão de hábitos e costumes que se vem praticando a tanto tempo, que se tornaram inerentes em nós e que a gente pratica por reflexo e de forma instintiva. Nos primeiros dias, dava sempre comigo cumprimentando todo o mundo, abrindo a porta para as senhoras e me comportando certinho à mesa. Mas conforme o tempo foi passando fui pouco a pouco tomando conta da situação e entrando em minha nova "personagem".
Em baixo descrevo algumas das situações e experiências que pelas quais passei.


Dia três:
Na estação de comboios. Chega o comboio e toda a gente se aproxima da porta para entrar. Logo depois que a porta se abre, subo imediatamente sem levar em consideração as senhoras e idosos. Posso notar olhares de indignação por parte de alguns dos presentes.


Dia cinco:
Saio para dançar e beber com amigos. Ao chegar estão alguns conhecidos presentes mas finjo não ver ninguém. Alguns mais tarde vêm ter comigo e cumprimentam-me. O resto parece indignado demais. Dirijo-me a algumas mulheres pego a mão e puxo para dançar, em vez de chegar e convidar gentilmente. A maioria dança comigo, mas depois de a musica terminar vão-se logo embora sem trocar uma única palavra. Sou rejeitado por algumas.


Dia seis:
Vou a uma festa no fim de semana. Chego uma hora mais tarde. Chegando de mãos vazias (sem a habitual garrafa de vinho), não peço desculpas pelo meu atraso ao anfitrião. Ao entrar na sala sou apresentado formalmente à todos, mas em vez de ir passando e apertando a mão de todos um por um, simplesmente digo boa noite e aceno de forma discreta. Alguns mostram-se claramente surpresos com o meu comportamento mas eu finjo não notar.


Dia dez:
Vou comer fora e esqueço-me propositadamente de todas a regras de etiqueta. Minha companhia parece não notar meus cotovelos e guarda-napo à mesa. Ao terminar, o garçon pergunta como estava a refeição, eu respondo, "já tive melhores". Ele se desculpa, mas a minha amiga logo diz gentilmente e em tom de desculpa que achou o uma delicia. Pago a conta, mas não deixo gorjeta. Desconfio não ser bem atendido a próxima vez que lá ir.


Dia doze:
Estou sentado em casa de um amigo e sou apresentado a alguém. Dou a mão mas não me levanto. Durante a conversa sou ríspido, frio e quase não faço contacto visual. Pouco a pouco a pessoa começa a agir da mesma forma e logo se afasta. Mais tarde comenta com meu amigo que me achou cínico. Dias depois ao me ver na rua finge que não viu e passa sem cumprimentar.


Dia treze:
Tenho alguns telefonemas e correspondências electrónicas de alguns amigos a dias por responder em vez de responder dentro das habituais 24 horas. Depois de insistir algumas vezes, deixam de ligar. Combino encontrar-me com alguém de noite. Acontece um imprevisto e não ligo a adiar o encontro. No dia seguinte, chateado, ele telefona-me de volta e diz que não terá tempo tão cedo para nos encontrar-mos.


Como puderam notar, foi uma experiência meio arriscada. Algumas das pessoas com quem interagi durante este tempo devem de certeza pensar que sou um caso perdido.


Sendo assim, depois destas duas semanas a minha conclusão é bem clara e o meu ponto de vista continua o mesmo. Não tenho duvidas quanto a importância tanto das boas maneiras como das regras de etiqueta social. Elas são deveras imprescindíveis. Desconfio ter quebrado mais potenciais amizades, nestas duas semanas, do que talvez possa imaginar e pode ser que tenha mesmo manchado a minha imagem e reputação perante algumas pessoas de forma irreversível.
Mas de qualquer forma gostei muito de ter tomado parte desta minha experiência. Não só porque aprendi muito de forma pratica mas porque sinto que entendi a importância destes valores, atributos e qualidades de forma mais clara e profunda, assim como a importância de aprimora-los e aperfeiçoa-los.


Terminada a experiência, devo algumas desculpas e explicações a algumas pessoas e me resta restabelecer algumas relações. Mas por enquanto vou ser ainda um pouquinho grosso e encerrar este post sem me despedir...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Chega de etiquete e boas maneiras.

É isso aí mesmo pessoal, chega de etiquete e boas maneiras! C'est fini, it's over, no más... Pelo menos por agora. Mas deixe-me explicar porquê, antes que vocês comecem a pensar que dei em louco.


A alguns dias atrás coloquei uma questão na pagina sobre a importância de etiqueta e boas maneiras, as diferentes respostas (assim como a ausência de muitas delas) levaram-me a chegar a conclusão que etiqueta e boas maneiras para alguns parecem ser daquelas coisas que ficam bem a qualquer um, mas que não são assim tão importantes.
Sim, existe muita gente por aí fora que parece não dar a mínima ás boas maneiras. Palavras como "obrigado" e "faça o favor" parecem não conhecer e gestos como levantar-se para deixar seu assento para os mais idosos ou manter a porta aberta para quem vem atrás, melhor até nem falar.


Comigo foi sempre diferente. Foi simplesmente assim que fui educado e criado. Para mim, etiqueta e boas maneiras são uma das coisas que separam-nos dos animais irracionais. Mas por outro lado, acredito que as vezes é bom ver e experimentar as coisas de um ângulo diferente do nosso. Por isso tive a ideia de me juntar ao outro team. É isso mesmo, viver por um tempo como um total desmaneirado, um grosso, e ver no que dá. Quem sabe eu não mude de convicção quanto à importância de etiqueta! 


O plano é simples. Me despir de todas as regras de etiqueta e esquecer todos os bons-maneirismos durante quatorze dias. Considere isso como uma investigação cientifica, ou seja, durante este tempo vou  juntar evidências empíricas baseadas em observações sistemáticas e controladas, resultantes de experiências ou pesquisa de campo - e analisá-las com o uso da lógica. As minhas experiências e conclusões tiradas serão partilhadas com todos vocês, seguidores do blogue e da página.


Mas como qualquer investigação cientifica, a minha não esta isenta de riscos. Qualquer investigador sabe que pode cair vitima de sua propria investigação. Todo o cuidado é pouco para não me tornar num  Dr. Bruce Banner e criar um Hulk, um monstro. Não pretendo continuar desmaneirado no final destas duas semanas, mas pode ser que acabe gostando demais da experiência e acabe ficando lá para sempre.


Portanto, nos próximos sete dias serei um verdadeiro grosso, um matumbo, desmaneirado. Se me ver andar pela calçada, melhor fugir para o outro lado da estrada. No more Mr. Nice Guy.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Uma chamada de atenção


Fico feliz em notar que um numero cada vez maior de angolanos como eu, vão fazendo bom uso das ferramentas que a internet oferece, possibilitando-as assim a se expressar livremente sobre uma gama variada de assuntos, fazer critica social e ser porta-voz da opinião publica. Desta forma muitos podem de maneira rápida e a baixo custo alcançar milhares, senão milhões, de leitores.

Além do cidadão comum também muitas empresas, organizações não governamentais, celebridades e até mesmo entidades politicas vão aderindo ao Twitter, Facebook, Youtube e outros canais. Com isso a blogosfera angolana vai ganhando rapidamente forma.

Isto é, sem duvida, de grande significância num país em que a grande maioria de nós cresceu sob um regime digamos ditatorial e em meio um ambiente de censura publica.

No entanto, embora seja animador e positivo ver esta revolução cibernética tomar forma, é importante também prestar atenção á qualidade e o nível de profissionalismo deste movimento. 
Nao quero aqui fazer um discurso moralista, mas a meu ver, alguns têm querido aparecer a todo custo e reivindicar seu lugar ao sol em detrimento da ética, moralidade, bom-gosto e profissionalismo. 

Certos blogs, portais e paginas de Facebook nacionais não são bem aquilo que argumentam ou professam ser. Na verdade não passam de canais sensacionalistas e inescrupulosos dispostos a recorrer a qualquer meio para chamar a atenção a si mesmos, adquirir seguidores e ganhar alguns comentários e "likes". Sobretudo com intromissão em vidas privadas e a dimensão exagerada concedida a noticias escandalosas e chocantes de âmbito nacional e internacional.

Embora eu muito pessoalmente não seja apologista de blogs, sites e paginas ao estilo do tabloide Britânico "The Sun", concordo que estes também tenham o direito de existir, visto que muita gente gosta de ler o tipo de matéria que eles publicam. Mas neste caso, seria bom que tais entidades se assumissem como tal, envés de se fazerem passar por algo que certamente não são.


Por exemplo em matéria de blogs é bom lembrar que, um artigo deve seguir a temática proposta pelo blog ou pagina, embora permita uma enorme liberdade opinativa, seu conteúdo está sujeito às mesmas regras legais de outras fontes, de modo que seu autor pode vir a ser responsabilizado juridicamente por aquilo que escreve.

Acredito que seria de grande ajuda se alguns experimentassem dar uma olhada á deontologia ou etica jornalistica antes de se aventurarem a publicar no espaço cibernético.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Criticar ou não criticar, eis a questão.



Como humanos temos um inerente espírito critico. Tendemos a sublinhar os defeitos e passar por alto as virtudes. Assim nos sentimos tentados a sugerir, questionar ou criticar quando vimos algo que não se enquadra com o nosso senso de estilo ou preferencia de moda.
O que não é necessariamente errado. Criticas construtivas e positivas quando dadas de maneira correta podem sempre ajudar a pessoa em causa.


Mas a experiência mostra que não é lá muito simples criticar de forma construtiva, ou de uma forma que possa ajudar ou ser recebida de forma positiva pelo destinatário.
Para exemplificar, temos um álbum de fotos em nossa pagina no Facebook em que incentivamos os nossos seguidores a deixarem elogios ou criticas construtivas referente ao senso de estilo ou look de cada pessoa retratada. O álbum com o titulo "Hot or Not" tem sido um sucesso e a maioria tem deixado excelentes comentários e, como não podia mesmo deixar de ser, algumas criticas. Mas algumas delas são ou do tipo que quebra completamente a auto-estima e auto-confiança do receptor de tão duras que são, ou não apresentam qualquer sugestão aplicável de tão vagas que são.
Sendo assim, qual a maneira certa de fazer uma critica?




Ao formular uma critica é sempre bom ter em mente três pontos importantes:
1. Forneça um elogio.
2. Realce o ponto a aprimorar.
3. Dê um incentivo.


Elogio
Evite criticar severamente algo sem pelo menos reconhecer os méritos ou esforço da pessoa. Comece sempre com um elogio, por mais pequeno ou evasivo que for. Se você não consegue ver nada de bom invente: "você tem um silhueta linda" ou, "gostei da bravura que demonstras ao experimentar este look." Não exite em ser evasivo.


Critica
O segundo passo é apresentar a critica de forma clara e concisa. Dizer simplesmente, "que vestido horrível" ou "o Blazer não caiu bem" é vago demais. Tente explicar porque você acha que a peça não ficou bem e se possível apresente outras alternativas. Restrinja-se a criticar e apontar os erros apenas de questões de estética, execução e de bom gosto.
Em matéria de moda, é permitido cada vez mais e mais. O que antes era considerado um autentico "Faux pas" ou de mal gosto, vê-se agora por todo o lado desde as passarelles das mais prestigiadas casas de modas ás capas de revistas como a Vogue. Ainda assim, Gostos variam e todos tem suas preferencias sobre estilo, moda, estética, swagger e whatever.
É preciso por estes e outros motivos, ter muita cautela para por um lado não querermos impor os nossos gostos e preferências pessoais e por outro não ferir os sentimentos dos outros.


Incentivo
É sempre bom finalizar a sua critica com um incentivo, do tipo: "tenho certeza que isso deixará sua linda cintura fina mais acentuada", ou "podes crer que com isso você ficará mais elegante." Isso fará com que o receptor da critica esteja mais disposto não só a escutar a nossa critica assim como a mete-la em pratica. 
Todos nos cometemos gafes de varias ordens de vez em quando e estamos sempre a aprender e a aperfeiçoar-nos, assim como alguém disse muito bonito certa vez "somos todos obras em andamento."


Espero ter criado uma consciência mesmo que pequena por aqui. Quando for criticar alguém faça pelo menos um elogio, mostrando que admira pelo menos um aspecto da pessoa que esta criticando, afirmando que ele não está fazendo tudo errado, porque ele ou ela realmente não está. E se não for capaz de dizer nem uma coisa boa sobre o look, aparência ou estilo da pessoa nem de dar um conselho sincero de forma amigável é melhor nem abrir a boca.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Domando meus impulsos.

Que coisa, malta! Existe algo mais chato que, você querer comprar alguma coisa que viu nalguma loja alguns dias atrás, mas ao lá chegar ouvir que estão esgotados? extremamente irritante isso.
Mas por mais que eu detesta quando isso acontece, prefiro isso á possibilidade de comprar algo por simples impulso, só para descobrir dias depois que afinal não gosto tanto deles ou que não combinam com nenhuma peça do meu guarda-fatos.


Principalmente em matéria de sapatos. Decidi depois de muito 'error & trial' nunca os comprar na hora. Se vi na loja e achei que gostei, tiro sempre um tempo, talvez um dia ou dois, para me certificar de que realmente gosto deles, que combinam com algo que já possua e, mais importante ainda, que esteja mesmo a precisar deles.
Cansei de ter roupa ou sapatos comprados por impulso espalhados pelo quarto sem nunca os usar. O meu irmão é que acha óptimo, porque no final, o sortudo acaba recebendo tudo de mim.