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quinta-feira, 21 de março de 2013

Preconceituosos somos todos

Olá gente boa. Desculpa não ter publicado nada ultimamente, mas é que tenho andado super-mega-hiper ocupado. Prometo que estarei mais presente cá no blogue nos próximos tempos.
Tenho hoje algo meio inédito a desabafar convosco. É meio diferente daquilo sobre o qual geralmente escrevo mas, espero que não se importem. De vez em quando é bom sair um pouco da rotina.

Assisti hoje uma reportagem interessante e super informativa na TV. Ela retratava o quotidiano e as vicissitudes de diferentes imigrantes africanos residentes em determinado país europeu. A velha e bem conhecida história da emigração a procura de melhores condições de vida.

Mas ao longo da narrativa comecei a sentir uma certa inquietação e aborrecimento. O narrador teimava em tratar os protagonistas simplesmente por "Africanos", embora estes fossem oriundos de diferentes países do continente negro. Pensei comigo mesmo; really!!? Ainda é assim que eles encaram os vários países africanos? Como se fossem todos iguais, sem nenhuma diferença cultural, social ou étnica?
Que atitude mais preconceituosa! Ou talvez mesmo algo ainda mais vil, racismo!

Só que logo a seguir lembrei-me de um facto que fez apaziguar minha indignidade. lembrei-me que venho de um país (africano) em que as coisas não são muito diferentes. Um país em que Mamadou, Youssef ou Keita - é tudo Mamadou! Chinês, vietnamita ou coreano - é tudo chinês! E Congolês, Cabindense ou Retornado - é tudo Zairense!
Afinal tudo é mesmo relativo e preconceituosos... ainda somos todos!

Se puder, deixe seu ponto de vista aí em baixo e siga meu blog. Obrigado.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O novo look do Super-homem

Super-homem, o mítico e icônico super-herói de banda desenhada estará em breve de volta as salas de cinema.

O filme, que tem como título em inglês, "Man of steel" será lançado em meados de Junho de 2013 e tem O actor Henry Cavill no papel de Clark Kent/Super-homem.

Mas o que já está a gerar grande polemica entre os fãs das historias em quadrinhos são as mudanças efectuadas ao seu fato azul-vermelho.
O look é notavelmente diferente da trilogia Super-homem, da década de '80, com o malogrado Christopher Reeves.
O novo look dá um ar mais sério e moderno ao super-herói e como tudo, há quem gostou e quem detestou.

Cores
O fato continua azul e vermelho, mas a tonalidade mudou bastante. Optou-se por tons mais escuros, dando um caracter mais "dark" e sério ao personagem.

Capa
A capa também mudou bastante em cumprimento e espessura. A antiga capa chegava até pouco abaixo dos joelhos enquanto que a nova parece arrastar pelo chão.

Material
O novo fato parece ser uma espécie de látex(borracha), com uma textura acentuada e extra detalhes embutidos, enquanto que o antigo era em lycra ou tecido elástico liso.

Símbolo
O símbolo triangular, no peito do Super-homem também sofreu certas alterações. Ficou maior, ocupando todo o torso e a letra S sofreu um redesign.

Cueca e cinto
Finalmente decidiu-se acabar com aquela coisa horrorosa vermelha em forma de cueca. Já era sem tempo. O cinto também desapareceu e no lugar vê-se um conjunto de linhas vermelhas com uma espécie de fivela oval logo abaixo do umbigo.

Todas estas mudanças vão de certa forma de acordo com as mudanças que foram também verificadas em anos recentes no fato do super-herói nas revistas em quadradinhos. Mudanças que em minha opinião vieram melhorar e modernizar o look do Homem-de-aço porque, sejamos sinceros, o look anterior era bem 1960!
Eu amei tudo e estou ansioso em ver o filme. Espero que seja tão bom quanto o novo look do personagem principal.

E você, o que achou do novo look? Diga-me a sua opinião comentando na caixinha aí embaixo.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Magnifica video-campanha da CHANEL para a linha de batom Rouge Allure


 All rights reserved by Jordie R Photography


















A maison Chanel sempre se distinguiu na moda por meio de sua criatividade e tendências inovadoras. Sendo sinonimo de classe e requinte, a marca notabiliza-se não apenas por seus produtos mas também por suas atraentes e interessantes campanhas publicitarias. E nao é diferente com sua ultima campanha para a linha de batom Rouge Allure.

A video campanha foi dirigida pelo norueguês Sølve Sundsbø e contem referencias ao trabalho do famoso fotografo Erwin Blumfeld. Este ultimo, fotografou mais fotos para a capa da Vogue do que qualquer outro fotografo na historia da moda. O video de pouco menos de um minuto é mais precisamente uma homenagem a famosa capa da revista da vogue de autoria de E. Blumfeld, de Janeiro de 1950. Na capa podemos ver um rosto feminino com apenas duas propriedades; lábios carregados de batom vermelho e olhos envoltos em mascara. Não deixe de assistir o video aí em baixo.




quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Rabos, mamas e likes.


Facebook! Uma ferramenta incrível com a capacidade de abrir-nos a porta para um mundo maravilhoso e cheio de possibilidades. Mas certas coisas que por lá acontecem deixam-me as vezes boquiaberto, meio confuso mesmo. 
Mas aproveito para dizer que embora me considere uma pessoa bastante analítica e critica, geralmente tento dosar bem isso e não sair por aí apontando o dedo a todo e qualquer fenómeno social, com o qual não me identifique. 
Entretanto, do jeito que as coisas estão indo, esta ficando cada vez mais difícil fazer olhos de mercador à certas tendências de comportamento facebookianas.

Sim, há muitos comportamentos sócias no FB que me fazem as vezes querer desactivar definitivamente a minha conta nesta rede social, mas por falta de tempo e espaço aqui, vou-me pronunciar hoje sobre aquilo que ultimamente mais me tem surpreendido, ou seja, o uso de fotos chocantes e sexualmente provocantes para chamar a atenção.

Como diz o ditado "uma foto diz mais, do que mil palavras" e por isso são uma maneira eficaz de captar a atenção das pessoas. Mas as coisas parecem estar a perder o controle no FB.
Acho que certas fotos publicadas aí deviam vir com um aviso do tipo "Foto explicita - cuidado ao abrir". Eu sei que está ficando cada vez mais difícil chamar a atenção e se distinguir nesta sempre crescente rede social, mas C'MON!!
Acho especialmente irónico que certos perfis e páginas no FB que regularmente publicam e repassam frases, mensagens e artigos contra a queda de valores valores morais e mulheres se prostituindo para alcançar certas vantagens, são os que as vezes mais fotos publicam com cenas de violência explicita e de corpos semi-nus e sexualmente provocantes em suas timelines, apenas para chamar a atenção.

Não estou querendo aqui pregar o extremo pudor ou santidade, até porque como qualquer outro, gosto de apreciar um corpinho bem sarado num mini fato de banho de vez em quando. Mas tenho dificuldades em perceber como alguém pode publicar uma actualização com um texto do tipo "Acho pena notar que cada vez mais mulheres usam seu corpo e sexualidade pra subir na vida" e meia hora depois publicar uma foto de uma mulher de fio dental com uma descrição totalmente fora de contexto, só para atrair alguns comentários e likes!

Será que não se dão conta que ao utilizar regularmente este tipo de fotos para atingir os alvos supracitados, não estão a ser assim tão diferentes da mesma mulher que usa o corpo para angariar certos benefícios materiais!?
Acho isso quase hipocrisia e faz-me lembrar a celebre frase "pratique aquilo que prega". Um pouco de discrição e dignidade não faz mal a ninguém. Sim é verdade, sexo vende, mas de preferência ser distinguido por meio de criatividade e postagens inteligentes do que fotos de glúteos e seios expostos.

Taí... Falei!! Sei que alguns se vão sentir ofendidos e lesados mas estava precisando desabafar isso com vocês. Se a carapuça servir, sinto muito, mas terá de a vestir.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Sam Lambert - Irrevogável Fashionista.


Já faz algum tempo que tomei a decisão de aceitar o meu estilo incomum de uma forma mais aberta, consciente e passar a vestir de maneira mais expressiva, sem me importar muito com o que as pessoas fossem pensar ou dizer.
Esta decisão fez-me passar a olhar para moda e estilo de uma forma totalmente diferente da que estava habituado. Passei não só a prestar mais atenção ao que visto mas também naquilo que as outras pessoas vestem e qual a mensagem que, conscientemente ou inconscientemente, deixam passar.

Com o passar do tempo, talvez por não encontrar muita gente com a mesma disposição que a minha no meu quotidiano, virei-me para o mundo virtual, a Internet, onde as possibilidades parecem ser infinitas e tudo aparenta estar a um click de distancia.
Comecei assim por seguir sites como a Esquire, GQ e plataformas como a Tumblr. Novos horizontes se abriram e foi revelador encontrar literalmente milhares de fotos, artigos e videos, mostrando e provando que cada vez mais homens, assim como eu, estavam metendo de lado a "moda" e os padrões sociais vigentes e em lugar disso adoptando um estilo mais pessoal e próprio.

Mas devo dizer que, desde bem cedo, houve um personagem que chamou logo minha atenção por sua originalidade, atitude e personalidade. Embora com um estilo bem diferente do meu, eu admirava ver a maneira tão natural, peculiar e espontânea com que ele se apresentava. Este personagem tem o nome de Sam Lambert e em minha modesta opinião, ele exemplifica o termo "Personal Style" de uma forma como poucos outros o conseguem fazer.



Portanto vocês não imaginam a minha surpresa ao descobrir algum tempo depois que ele, assim como eu, era não só Africano, mas de origem Angolana a viver na Diáspora! Na verdade não foi bem surpresa, antes entusiasmo, porque como todo mundo sabe, Angolanos têm uma inclinação inata para a moda e estética [um pouquinho de chauvinismo não faz mal a ninguém...].
Alguém certa vez me definiu SWAG como "Something We Angolans Got", e devo dizer que Sam Lambert tem Swag pra dar e vender. Por este motivo tomei a liberdade de traduzir em portugues uma de suas entrevistas para o site The sartorialist para que conheçam um pouco mais sobre este invulgar fashionista. Vou logo me desculpando pelos possíveis erros na tradução. 



O que o levou para a sua carreira de design?

Eu nunca pensei que eu iria trabalhar com moda. Tomei meu primeiro emprego como assistente de carpinteiro em Portugal. Eu estava no ramo de eletrônica e por isso decidi me mudar para a Espanha para estudar. Eu amava consertar rádios e coisas assim.

Meu pai era alfaiate, então eu tive meu primeiro terno de encomenda quando tinha a idade de 5 anos. Como outras crianças africanas, esta era uma indumentaria de domingo. Ele me pedia para enfiar uma agulha na máquina, passar-lhe uma tesoura e giz ou ou segurar o tecido, mas tudo que eu queria fazer era jogar futebol!

Como isso o levou até o design?

Eu me apaixonei por peças vintage e passei a altera-las para melhor me servirem. Comprei um livro de padrões de corte, criei algumas coleções e abri minha própria loja na Suécia chamada "Solo y Unico" (espanhol para Um e Único) que eu mantive por 5 anos. Depois fui para Savile Row (em Londres) onde aprendi todas as regras que eu vinha quebrando.
Eu sou atualmente o chefe de Design para Spencer Hart, mas além de isso, eu considero como meu projeto principal o Art Comes First, eu sou metade da equipe criativa.

Foi difícil ganhar a confiança daqueles alfaiates mais tradicionais?

Savile Row é como uma sociedade secreta, eles são muito orgulhosos de sua tradição e velha mentalidade, assim como o pessoal lá de onde eu venho. Eu tenho muito respeito pela história da alfaiataria. Leva tempo para homens tradicionais entender o que vai indo em nossas mentes jovens e perturbados. Meu antigo chefe Ozwald Boateng foi o pavão de Savile Row. Quando entrei para a marca eu adicionei cor e um toque de design incomum para os seus tecidos clássicos, o tecido era familiar para eles, o novo toque já era outra historia. Você tem que aprender primeiro as regras para que você possa depois aprender a quebrá-las.

Você coleciona alguma coisa em particular?

Câmeras fotográficas antigas. Quando viajo, passo sempre pelas feiras e fico louco querendo comprá-las. Eu tenho uma parede coberta de câmaras 35mm, Polaroid, 210 Instax e Super 8. Estudei fotografia antes de moda, eu amo o jeito estilizado que as câmeras antigas são construídas.

Que lojas você visita regularmente?

A minha favorita de sempre é a The Convenience Store no oeste de Londres. Alem disso, tenho um enorme respeito por Dover Street Market por sua inovação, Spencer Hart pela sua sofisticação ao estilo Palm Springs dos anos 1940, e A Boateng Ozwald Flagship  em 30 de Savile Row, onde eu posso encontrar as figuras mais encantadoras.

Qual sua mais recente reveladora experiência de viagem?

Em passado Novembro eu fui a Semana de Moda Africana para servir de estilista da capa da GQ África. Eu não ia de volta a casa faziam uns 20 anos, então foi muito divertido. Acho Soweto muito lindo.

Descobri lá a sub-cultura Smarteez, um grupo de jovens criativos: designers, alfaiates, costureiros, estilistas e fotógrafos. Eles cuidaram de mim. Me apaixonei por aquilo.

Eu acho que quando eu decidir me casar, vou levar minha esposa lá para o nosso casamento; É um lugar espiritual, bem vivo.

Como você aborda vestir todos os dias?

Eu tenho que acordar cedo para ir para o estúdio de design, e tendo a sempre ir para a cama tarde, porque eu sou uma pessoa nocturna. Por isso, preparo minhas roupas na noite anterior, iniciando sempre com os meus sapatos e meu chapéu.

Você se veste de forma diferente ao viajar?

Estar devidamente vestido com uma camisa branca e gravata preta é uma obrigação para mim quando viajo, se eu ter uma aparência de executivo, os agentes de emigração e fronteiras dificilmente me incomodam. Nunca uso roupas casuais, ou me sinto como parte dos corredores africanos de maratonas.

É se sente melhor quando veste...

Meu primeiro fato feito à medida, um terno cinza-escuro Super 130 SB2  feito na nossa fábrica em Portugal. Cabe-me tão bem, clássico, não muito berrante, não muito da moda apenas super elegante e actual. É o que eu imagino Miles Davis vestindo em 1965, quando ele costumava tocar com Wayne Shorter.

Peculiaridades de seu estilo pessoal?

Eu uso sempre um chapéu com toda e qualquer vestimenta, e eu uso barba e bigode faz muito tempo; quando eu tinha meu próprio negócio, eu não fazia a barba até terminar a colecção em que eu estava trabalhando. Isso dava-me foco enquanto trabalhava. Ultimamente eu tenho usando gravatas clube vintage, eu acho-as ao mesmo tempo elegantes e dignificantes.

O conselho mais memorável que seus pais lhe deram...?

Toda vez que vou visitá-los na Bélgica têm mais conselhos, mas a frase que eu sempre tenho em mente é a de "sempre ser honesto e trabalhar duro, no final você vai conseguir o que você merece".

Posse de maior valor?

Antigas fotografias de família. Eu sou um cigano negro; eu saí de casa muito jovem para imigrar, mas trouxe estes fotos comigo em todos lugares por onde passei. Essas fotos me fazem sentir feliz e em casa onde quer que eu esteja, meus irmãos, meus tios muito gentis, minha mãe muito bonita, com seu sorriso maravilhoso.

O que você considera ser o seu primeiro de compra 'de adulto'?

Eu comprei uma pulseira de prata mexicana por £ 100, quando me mudei para Londres em 1996, e não altura não tinha muito dinheiro. Eu queria usar algo de valor que de certa forma traduzisse-se no seguinte: "Eu sou um homem adulto agora." Meu estilo evoluiu, mas a pulseira permaneceu, até que eu a perdi em Florença. Meu melhor amigo e eu decidimos ir para o México e fazer uma coleção de prata em homenagem a minha primeira compra adulta.

Você tenta economizar com...?

Tarifa de transporte público. Eu ando muito de bicicleta, o que me mantém em forma enquanto economizo dinheiro e gero menos poluição, especialmente em Londres.

Deriva energia de que tipo de musica?

Eu sempre fui um grande fã de jazz e blues (particularmente Robert Johnson e Otis Spann), mas recentemente o meu cérebro se dividiu em duas: metade é calmo e clássico com música Cab Calloway, e o outro é rápido com a música Kuduro. Kuduro originou-se no meu país (Angola), jovens por todo o lado o estão tornando mais alternativo-Buraka Som Sistema, por exemplo.

Atualmente lendo?

Doze bar blues por Patrick Neate que é cheio de histórias africanas inspiradoras. Também "Las Confesiones de un Pequeno Filosofo", de José Maria Martinez Cachero, que é uma autobiografia muito bem escrita.

Os estilos de quem o influenciaram?

Meus irmãos. Meu irmão costumava usar jaquetas de couro vintage da marca Members Only com Plimsolls e óculos Wayfarers. Uma de minhas irmãs costumava usar camisas brancas super largas com boinas pretas, enquanto a outra usava vestidos jeans pré-lavados com cabelo pintados. Eu sempre achei eles super na moda.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Vintage Prints

Umas das grandes tendências de momento, e que tenho seguido com bastante entusiasmo, são as roupas em tecidos estampados. Sou um verdadeiro fã! Para mim quanto maiores as gravuras, mais coloridos e mais nobres os tecidos melhor. Em combinação com calças de ganga e mocassins é um verdadeiro arraso.

Para pessoas negras como eu, acredito ficar especialmente bem aquelas com a vibe afro e em tons térreos.
Na foto embaixo acho a estampa da camisa em fundo azul perfeita e as calças esfoladas e os óculos escuros ao estilo "Wayfarer" vieram adicionar aquele efeito todo "Vintage" tornando o "look" ainda mais interessante e refinado.
Pena as mangas terem ficado tão curtas nele. No lugar dele, teria arregaçado as mangas e caprichado nos acessórios, como relógio e pulseiras.

O que você acha desta tendência? Tem experimentado usar? O que achou do look na foto? Deixe aí o seu comentário.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Angolan Retro Swagg

E aí minha gente! Como está a correr a semana? A minha esta a ser uma correria desenfreada, daí a razão de não ter publicado nada a já algum tempo. E que tal, sentiram a minha falta? Sim!? Que simpáticos!
Ontem de noite, para relaxar um bocadinho decidi assistir um filme que me havia sido recomendado por um amigo a alguns dias atras.
O titulo do filme é "Na cidade vazia" de Maria João Ganga. Ele retrata a vida e adversidades de um jovem rapaz que perde os pais durante a guerra civil em Angola e refugia-se em na capital, Luanda a procura de segurança.
O filme foi claramente produzido com um budget reduzido e isso reflectiu bem na cinematografia do filme. A ele começa meio monótono, mas felizmente prende a atenção do espectador pelo carisma, sagacidade de alguns dos personagens principais, como por exemplo o Jovem Zé Nganga, a mana Jozita e o Joka.


Este ultimo a ser interpretado pelo talentoso actor Angolano Raul Rosário. Um actor que nunca desaponta e que a mim faz lembrar o Denzel Washington quando mais jovem, pela sua forma carismática e característica de viver os personagens que interpreta no cinema e televisão.
Achei o sua o seu papel extremamente interessante, visto que pra mim é a epítome do homem Luandense da década de 80. Lutador, forte, galante, amante da vida, vaidoso e orgulhoso de si.




Eram estas as qualidades que eu via nos homens ao meu redor enquanto crescia. Os meus "Rol models" esbanjavam "Swagg"- o verdadeiro tipo de swagg. Não do tipo forçado, plástico e artificial que muito se vê hoje por aí. O tipo de homem que nós miúdos desejávamos ser quando crescêssemos. E tem graça que isto é bem retratado no filme quando num dos diálogos o N'dala diz ao Joka, "quando crescer quero ser assim tão forte como tu". Eu acho que o que ele na verdade quis dizer é, "quando crescer, quero ter o teu Swagg".


Se ainda não teve a oportunidade de assistir o filme recomendo a fazê-lo no link abaixo e deixe-me saber o que achou dele e especialmente da performance do meu "granda avilo", Raul Rosário. Peace!




segunda-feira, 2 de abril de 2012

Perguntas e Respostas.


"Olá pessoal do Estilo & Etiqueta, peço a vossa opinião, sobre o seguinte:
Cá em Houston, Texas, USA, já está a fazer calor. Consequentemente, as meninas estão a usar calções curtíssimos às aulas na minha faculdade, e eu sempre acho que não é apropriado vestir-se desta forma num lugar onde é suposto se estar a aprender a ser profissional (o que inclui saber apresentar-se). Acho que nãõ deviam vestir-se como se estivessem indo a praia.
O que vocês acham sobre isto?" - Ella Andre



Cara Ella,


Realmente, vão mudando as normas e regras quanto ao que é considerado vestimenta apropriada ou decente para determinadas ocasiões e lugares. Elas variam também de acordo com o lugar, cultura ou meio social. É bom levar em conta que nos EUA, as pessoas em geral são muito mais informais e descontraídas em comparação com Angola ou alguns outros países de expressão portuguesa. Mas acho que tratando de boa etiqueta, podemos todos concordar que roupa apropriada para usar na faculdade deve ser limpa, esmerada e não-ofensiva ou -sexualmente sugestiva. Durante os anos de faculdade ou universidade temos também a oportunidade de prepararmo-nos para a nossa carreira profissional, não apenas em termos académicos mas também de comportamento. Por isso eu diria, tente vestir como se fosse para o trabalho. Esta a estudar direito? Vista-se como um jurista. Estuda medicina? Vista-se como um doutor. Um doutor com estilo, atenção! Deixe os calções curtinhos e chinelas, para os dias de praia. Por tomar mais atenção naquilo que veste você não apenas mostra esmero e profissionalismo, mas também mostra que valoriza aquela instituição de ensino, assim como as as pessoas á sua volta.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Ninguém faz isso.

Estava hoje numa loja, a procura de uns novos fatos de treino para usar para usar no fitness. Sendo meio-dia não havia muita gente na loja. Estava a assistente de vendas, dois casais e eu. Um dos casais era de origem africana, pelo idioma que falavam aposto que do Congo Democrático e faziam-se acompanhar de duas crianças. 


As crianças eram raparigas muito giras com idades compreendidas entre os 8 e 12 anos. Sabemos bem quão traquinas as crianças tendem ser naquela idade, procuram como que desesperadamente e constantemente a atenção dos adultos á sua volta. Estas não eram diferente. Estavam brincando, dando risadas e fazendo muitas outras traquinices enquanto os pais faziam compras. Mas nada de malicioso ou de muito grave. 
De repente, distraído enquanto vasculhava pelas roupas, ouço estalo tremendo. Tlaaaaashh! Uma das crianças começa a chorar e o pai põe-se a gritar com ela. Assim como eu, as outras pessoas pareciam não poder acreditar que o estalo que acabavam de ouvir era proveniente do choque entre a testa daquela rapariguinha e a palma calejada da mão daquele homem. A mãe, envergonhada com a situação e diante os olhares de desaprovação dos outros presentes pôs-se a ralhar com o marido e logo começa uma discussão em alta voz em Lingala aí mesmo na loja. 


Senti-me super envergonhado como africano e negro, presenciando aquela cena. Notem bem que, diferentemente daqueles Europeus lá na loja, que certamente são contra bater ou tocar em crianças em qualquer circunstancia, eu não vejo nada de errado em ocasionalmente dar uma palmadazinha nas mãos ou no traseiro. Por vezes é o que elas mais precisam. Mas aquilo foi algo bem diferente. Aquilo é abuso e agressão de menores e aquele pai devia ser processado pela forma desamorosa e brutal como trata suas filhas. Em retrospectiva acho mesmo que um de nos devia ter chamado a policia ou dado queixa ao serviço de proteção á menores. O que vocês acham disso? 

quinta-feira, 29 de março de 2012

Perguntas e Respostas

"Ola pessoal do Estilo & Etiqueta, peço a vossa opinião, sobre o seguinte:Cá em Houston, Texas, USA, já está a fazer calor. Consequentemente, as meninas estão a usar calções curtíssimos às aulas na minha faculdade, e eu sempre acho que não é apropriado vestir-se desta forma num lugar onde é suposto se estar a aprender a ser profissional (o que inclui saber apresentar-se). Acho que não deviam vestir-se como se estivessem indo a praia. O que vocês acham sobre isto?"- E. Andre




Cara E. Andre,

Perguntas e Respostas

"Se chegarmos a um restaurante e virmos alguém conhecido (e não amigo), que já começou a sua refeição, devemos aproximarmo-nos, interromper e cumprimentar (beijos ou aperto de mão) ou acenamos cordialmente de longe?!"- E. Pinto


Cara E. Pinto,


Como humanos, somos seres bastante sociais (ou pelo menos a maioria de nós). Por isso gostamos todos de nos cumprimentar ou saudar uns aos outros sempre que nos encontramos no dia-a-dia, ou de algum outro modo surja a oportunidade para tal. 
Os gestos e formas variam de cultura para cultura e de povos para povos. Nos países ocidentais e na maioria do mundo, entre homem-homem costuma-se utilizar o aperto de mão No pais em que resido de momento, cumprimenta-se dando três beijos entre homem-mulher ou mulher-mulher quando já existe certa intimidade. Por isso leva-me certo tempo para aclimatizar-me de novo, sempre que me encontro de volta a Portugal ou Angola.
No entanto como diz o ditado, "A hora da refeição é uma hora sagrada". É considerado indelicado interromper a refeição de alguém. Quando a intimidade é grande, cumprimente rapidamente, sem dar a mão ou fazer as pessoas se levantarem. Caso contrario, limite-se a "acenar cordialmente de longe". 
Isso se dá não apenas por motivos de comodidade ou  evitar causar perda de apetite, mas também por motivos de higiene. Pouca gente se sentiria confortável em apertar as mãos de alguém, uma vez especialmente levadas para comer. A mim da-me logo vontade de as lavar outra vez.

segunda-feira, 26 de março de 2012

O meu estranho conceito de sucesso

A pouco menos de um ano que comecei a publicar, postar e partilhar coisas que gosto, que vejo, que penso, que visto, que faço, que detesto... em suma, um pouco do meu mundo com todos vocês. Não só por meio deste blogue mas também por meio da minha pagina no Facebook. Já agora se ainda não me segue no facebook, convidou a clicar neste link e fazer "gosto" na minha Page.
Tudo começou meio em tom de brincadeira e porque primeiro estava "cansado" dos meus amigos sempre dizerem que tinha um interessante conceito de estilo e que podia assim talvez ajudar muita gente a desenvolver e (re)descobrir o seu, e segundo, porque tive sempre o desejo de ajudar a criar uma sociedade com mais boas maneiras e valores sociais e etiqueta. Por isso decidi unir o útil ao agradável e assim começou esta ESTIETIQUE que hoje vocês conhecem e que agora ocupa grande parte das minhas actividades diárias.
Esta tudo a crescer muito rapidamente. Mas disto não é apenas prova o número cada vez maior de pessoas que seguem o meu blogue e pagina. Mas também o crescente número de especialmente outras páginas de Facebook que, digamos vão se "inspirando" na minha Page. Entidades meio escondidas, mas as provas são evidentes. 
Tenho visto textos e frases minhas sendo plagiadas por uns, tópicos que criei sendo copiados por outros e o meu "concept" sendo imitado por terceiros. Isto pra mim também é sucesso, ladies and gentlemen.
Ha um ditado em inglês que diz "imitation is the highest form of flattery" e concordo inteiramente. Se as pessoas gostam tanto á ponto de imitar-me é porque faço algo fora do comum.
Meu único desejo, neste caso, é continuar original e não perder minha identidade nunca. Não gostaria jamais de decepcionar ou de algum modo parar de prover inspiração e ideias a tais entidades.

segunda-feira, 19 de março de 2012

OOH YES! OOH NO!!

Olá Malta! Depois de alguma ausência cá estou eu de volta com mais algumas novidades. Tenho andado ocupado com alguns novos projectos, e se tudo correr bem, terei grandes surpresas e notícias pra todos vocês. Mas por enquanto, it's all a big secret!


Hoje vou falar um pouco de um de um de meus últimos "investimentos", em matéria de roupa. Há algum tempo que estava com ganas de conseguir uns sapatos ao estilo dos "Freddy's" da Cristian Loboutin (amo pronunciar este nome, assim como a maioria dos nomes em francês). Digo ao estilo, porque não estou disposto a pagar o balúrdio que custam os CL (sou fashionista, mas não nenhum louco!).


Depois de muito procurar, encontrei uns numa loja que condiziam perfeitamente com aquilo que tinha em mente, apresentavam uma qualidade aceitável e a um preço bastante razoável. O único problema é que estavam esgotados na loja e se os quisesse teria de os encomendar e esperar no mínimo três semanas. Um verdadeiro teste de paciência!
Mas enfim resolvi na mesma encomendar, uma vez que na verdade três semaninhas não me pareciam assim tanto tempo... WRONG!


Esperar aquelas três semanas foram quase uma tortura. O tempo parecia não passar. Uma semana pareciam ter sido duas. E além do mais, aproximava-se rapidamente uma festa em que muito quis estrear os meus novos lindos. "Será que eles chegam a tempo!?", não cansava de me perguntar. Que seca!


Mas por fim, na terceira semana, OOH YES! Eles finalmente chegaram. Quase não me podia conter de emoção ao recebe-los e os ver pela primeira vez. Foi amor a primeira vista. Toca experimentar!


Mais como acontece com muitas paixonites precoces, logo veio a primeira decepção. A sola não é de cabedal mas sim de borracha. Aparentemente estes são uma nova re-edição do modelo que vi no catalogo. Mas, não faz mal, sola seca não é assim tão importante pra mim, pensei comigo mesmo.
Mas logo a seguir, OOH NO! uma segunda e maior decepção. Eles apertam-me. Encomendei tamanho 42 mas pelos vistos os sapatos são confeccionados maioritariamente tendo em conta o publico alvo italiano. E um sapato 42 italiano é geralmente um pouco mais pequeno que o 42 francês ou inglês. Droga!!


Agora eu tinha duas opções. Devolver, encomendar outros e ter que esperar por outros, ou usar assim e esperar que eles com o tempo alargassem um bocado.
Bem se eu devolvesse, não havia a menor chance de poder ir pra festa com os novos sapatos. Portanto já podem adivinhar qual foi a minha escolha. 


Da próxima, façam-me por favor lembrar de me informar melhor sobre as especificações de um sapato, antes de os encomendar. Mas não me arrependo de ter ficado com eles! Bem, Excepto ás vezes quando chego em casa depois de uma noite inteira dentro deles. LOL. Talvez ainda decida revende-los mais tarde.


O que acham dos sapatos? Já lhe aconteceu algo similar? Deixe seus comentários.


quarta-feira, 14 de março de 2012

Perguntas e Respostas

Estilo & Etiqueta ajuda-me, por favor. Gostaria de adotar um novo estilo numa nova tendencia e que se coadune com a minha forte personalidade, mas nao sei bem como e por onde começar. Gostava que me dessem dicas sobre como me vistir nos dias normais, sair para enventos. Mais ou menos ao estilo da victoria beckma, demi lovato e Miley Cyrus - Arieth B.


Cara Arieth,


Mudar um pouco a nossa rotina diaria faz sempre bem. Por vezes cansamos-nos de vestir sempre o mesmo estilo de roupas ou aparecer sempre com o mesmo visual. Por isso, fazer um pequeno make-over de vez em quando ajuda a manter as coisas bem mais interessantes. Mas por outro lado, isso nao é assim tao facil e ha uma serie de aspectos importantes a levar em conta. Por exemplo, onde começar? Como mudar totalmente de estilo sem mudar sua identidade? Quanto tempo e dinheiro isso irá custar?


Seguem-se algumas dicas, que lhe podem servir de ajuda durante o processo de make-over e que podem tambem reduzir o stress e riscos envolvidos.


Se informe sobre diferentes estilos. Se tencionas uma metamorfose completa mas nao sabes por onde começar, é sempre bom começar por estudar diferentes estilos de moda e descobrir qual deles voce mais gosta ou que vá de encontro com a sua personalidade. Revistas, livros, websites e blogues de moda sao bons utensilios de ajuda nesta fase do processo. Voçe pode por exemplo printar ou recortar fotos dos alguns looks e utilizar como inspiraçao.


Escolha alguem como role model. Já que voce diz gostar dos estilos de celebridades como a Victoria beckma, demi lovato e Miley Cyrus, entao se informe um pouco mais sobre elas, estude um pouco o senso de moda delas e tente seguir de perto o trabalho delas. Mas aqui é importante uma palavra de cautela, Se inspire em tal pessoa mas sem perder de vista o seu proprio estilo pessoal e personalidade. Inspire-se nelas mas mas sem perder a autenticidade.


Faça uma lista de peças chaves a comprar. Faça uma lista de peças chaves que tenha de comprar de acordo com o tipo de estilo ou tendencia que pretender seguir. Todos os estilos ou tendencias de moda têm sempre duas ou mais peças chaves que os definem. Fazer uma lista assim, é também importante se etiveres definindo o teu estilo em termos de cores. O look Boho, por exemplo, é definido por tons térreos como o castanho e cinza. Compre peças nestas cores. Portanto faça uma lista de peças chaves!


Comece aos bocados. Nao ha nada de errado em mudar aos poucos. As mudanças mais significativas geralmente nao acontecem do dia pra noite. Tente ver quais das peças no seu guarda-fatos podem ser imcorporadas em seu novo estilo. Algumas peças podem talvez ser levadas ao costureiro e sofrer uma reforma ou remodelacao. As peças que absolutamente nao mais servirem podem ser oferecidas a amigas ou doadas a alguma instituiçao de caridade.


Procure fazer compras noutros sitios além dos lugares habituais. Procure fazer compras em lojas novas ou nas quais voce nunca entrou. Isso vai de certa forma garantir que você nao recaia no antigo estilo de vestir. Se nao tiver nada especialmente contra, visite lojas que vendam roupa usadas ou Vintage. Isso é também uma excelente forma de manter os custos baixos.


Ao por em pratica estas sugestões, você aos poucos vai desenvolver um estilo unico e proprio sem perder de vista sua identidade nem ter de gastar muito dinheiro. E nao esqueça que nao importa que estilo ou tendencias escolher o mais importante é a auto-confiança e atitude. se os tiver na medida certa, podes vestir qualquer coisa, que tudo ficará bem. Se a principio ainda estiver um pouco insugura quanto o seu novo estilo, diga a si propria "Eu sou linda, tenho estilo e muita etiqueta", com o tempo sem duvida te sentiras mais segura de si.


Assin. Ruben dos Santos-Diogo

terça-feira, 13 de março de 2012

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De volta.

Olá gente, estou de volta! Desculpem a ausência demorada, mas finalmente de volta e com muitas novidades. Na verdade são tantas novidades que vou precisar de vários posts para conta-las todas. Mas isso logo se vê.


Bem, estou de volta em dois sentidos. De volta postando aqui no blogue, e de volta ao mundo das etiquetas sociais e boas maneiras, porque se ainda se recordam, havia decidido experimentar viver duas semanas como um grosso pondo de lado todo o tipo de etiqueta social. Vocês devem estar ansiosos por saber como me saí... verdade?
Devo dizer, antes de tudo, que foi bem mais difícil do que imaginava. Como era de esperar não é assim tão fácil abrir mão de hábitos e costumes que se vem praticando a tanto tempo, que se tornaram inerentes em nós e que a gente pratica por reflexo e de forma instintiva. Nos primeiros dias, dava sempre comigo cumprimentando todo o mundo, abrindo a porta para as senhoras e me comportando certinho à mesa. Mas conforme o tempo foi passando fui pouco a pouco tomando conta da situação e entrando em minha nova "personagem".
Em baixo descrevo algumas das situações e experiências que pelas quais passei.


Dia três:
Na estação de comboios. Chega o comboio e toda a gente se aproxima da porta para entrar. Logo depois que a porta se abre, subo imediatamente sem levar em consideração as senhoras e idosos. Posso notar olhares de indignação por parte de alguns dos presentes.


Dia cinco:
Saio para dançar e beber com amigos. Ao chegar estão alguns conhecidos presentes mas finjo não ver ninguém. Alguns mais tarde vêm ter comigo e cumprimentam-me. O resto parece indignado demais. Dirijo-me a algumas mulheres pego a mão e puxo para dançar, em vez de chegar e convidar gentilmente. A maioria dança comigo, mas depois de a musica terminar vão-se logo embora sem trocar uma única palavra. Sou rejeitado por algumas.


Dia seis:
Vou a uma festa no fim de semana. Chego uma hora mais tarde. Chegando de mãos vazias (sem a habitual garrafa de vinho), não peço desculpas pelo meu atraso ao anfitrião. Ao entrar na sala sou apresentado formalmente à todos, mas em vez de ir passando e apertando a mão de todos um por um, simplesmente digo boa noite e aceno de forma discreta. Alguns mostram-se claramente surpresos com o meu comportamento mas eu finjo não notar.


Dia dez:
Vou comer fora e esqueço-me propositadamente de todas a regras de etiqueta. Minha companhia parece não notar meus cotovelos e guarda-napo à mesa. Ao terminar, o garçon pergunta como estava a refeição, eu respondo, "já tive melhores". Ele se desculpa, mas a minha amiga logo diz gentilmente e em tom de desculpa que achou o uma delicia. Pago a conta, mas não deixo gorjeta. Desconfio não ser bem atendido a próxima vez que lá ir.


Dia doze:
Estou sentado em casa de um amigo e sou apresentado a alguém. Dou a mão mas não me levanto. Durante a conversa sou ríspido, frio e quase não faço contacto visual. Pouco a pouco a pessoa começa a agir da mesma forma e logo se afasta. Mais tarde comenta com meu amigo que me achou cínico. Dias depois ao me ver na rua finge que não viu e passa sem cumprimentar.


Dia treze:
Tenho alguns telefonemas e correspondências electrónicas de alguns amigos a dias por responder em vez de responder dentro das habituais 24 horas. Depois de insistir algumas vezes, deixam de ligar. Combino encontrar-me com alguém de noite. Acontece um imprevisto e não ligo a adiar o encontro. No dia seguinte, chateado, ele telefona-me de volta e diz que não terá tempo tão cedo para nos encontrar-mos.


Como puderam notar, foi uma experiência meio arriscada. Algumas das pessoas com quem interagi durante este tempo devem de certeza pensar que sou um caso perdido.


Sendo assim, depois destas duas semanas a minha conclusão é bem clara e o meu ponto de vista continua o mesmo. Não tenho duvidas quanto a importância tanto das boas maneiras como das regras de etiqueta social. Elas são deveras imprescindíveis. Desconfio ter quebrado mais potenciais amizades, nestas duas semanas, do que talvez possa imaginar e pode ser que tenha mesmo manchado a minha imagem e reputação perante algumas pessoas de forma irreversível.
Mas de qualquer forma gostei muito de ter tomado parte desta minha experiência. Não só porque aprendi muito de forma pratica mas porque sinto que entendi a importância destes valores, atributos e qualidades de forma mais clara e profunda, assim como a importância de aprimora-los e aperfeiçoa-los.


Terminada a experiência, devo algumas desculpas e explicações a algumas pessoas e me resta restabelecer algumas relações. Mas por enquanto vou ser ainda um pouquinho grosso e encerrar este post sem me despedir...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Chega de etiquete e boas maneiras.

É isso aí mesmo pessoal, chega de etiquete e boas maneiras! C'est fini, it's over, no más... Pelo menos por agora. Mas deixe-me explicar porquê, antes que vocês comecem a pensar que dei em louco.


A alguns dias atrás coloquei uma questão na pagina sobre a importância de etiqueta e boas maneiras, as diferentes respostas (assim como a ausência de muitas delas) levaram-me a chegar a conclusão que etiqueta e boas maneiras para alguns parecem ser daquelas coisas que ficam bem a qualquer um, mas que não são assim tão importantes.
Sim, existe muita gente por aí fora que parece não dar a mínima ás boas maneiras. Palavras como "obrigado" e "faça o favor" parecem não conhecer e gestos como levantar-se para deixar seu assento para os mais idosos ou manter a porta aberta para quem vem atrás, melhor até nem falar.


Comigo foi sempre diferente. Foi simplesmente assim que fui educado e criado. Para mim, etiqueta e boas maneiras são uma das coisas que separam-nos dos animais irracionais. Mas por outro lado, acredito que as vezes é bom ver e experimentar as coisas de um ângulo diferente do nosso. Por isso tive a ideia de me juntar ao outro team. É isso mesmo, viver por um tempo como um total desmaneirado, um grosso, e ver no que dá. Quem sabe eu não mude de convicção quanto à importância de etiqueta! 


O plano é simples. Me despir de todas as regras de etiqueta e esquecer todos os bons-maneirismos durante quatorze dias. Considere isso como uma investigação cientifica, ou seja, durante este tempo vou  juntar evidências empíricas baseadas em observações sistemáticas e controladas, resultantes de experiências ou pesquisa de campo - e analisá-las com o uso da lógica. As minhas experiências e conclusões tiradas serão partilhadas com todos vocês, seguidores do blogue e da página.


Mas como qualquer investigação cientifica, a minha não esta isenta de riscos. Qualquer investigador sabe que pode cair vitima de sua propria investigação. Todo o cuidado é pouco para não me tornar num  Dr. Bruce Banner e criar um Hulk, um monstro. Não pretendo continuar desmaneirado no final destas duas semanas, mas pode ser que acabe gostando demais da experiência e acabe ficando lá para sempre.


Portanto, nos próximos sete dias serei um verdadeiro grosso, um matumbo, desmaneirado. Se me ver andar pela calçada, melhor fugir para o outro lado da estrada. No more Mr. Nice Guy.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mulheres usando perfumes masculinos. Porque?

Olá malta! Está uma manha fria e cinzenta e por estar livre hoje, aproveito para postar cá no blogue. 
Desta vez quero falar de uma crescente tendencia em materia de perfumes. O fenomeno de cada vez mais mulheres usam perfumes masculinos. Pessoalmente acho que em matéria de perfumes cada um deve usar aquilo que goste e combine com a sua fragrancia natural e personalidade. Mas qual será os motivos desta tendência?

Recentemente coloquei uma questao na pagina do facebook sobre que perfumes os nossos seguidores estavam a usar no momento e as respostas confirmaram o que eu já suspeitava. A maioria das nossas seguidoras usam perfumes masculinos.

Depois de conversar com alguns amigos sobre o caso, cheguei a conclusao que encontrar os motivos nao é coisa tao simples assim. Para alguns tem tudo que ver com uma questao de as mulheres acharem os perfumes masculinos sexy e por isso o usam, mas sabemos que a escolha de um perfume envolve muito mais do que cheiro.


Uma amiga minha, por exemplo, passou a usar fragrancias masculinas porque estava cansada do facto de os perfumes femininos serem florais e frutados demais. 

Há quem diga que tem que ver com o facto de pefumes masculinos serem mais robustos, fortes e subtis fazendo as mulheres se sentirem mais seguras, auto-confiantes e sexys. Outros dizem que o motivo é algumas celebridades usarem perfumes masculinos, fazendo com que muitas mulheres as imitem. É claro, nao podia-mos deixar de lado o argumento feminista de direitos iguais. Já que as mulheres passarem a usar calças e ganhar o mesmo salário que os homens, porque nao mostrar também que são poderosas o suficiente para usar também os seus perfumes.

Quais sao as vossas opinioes à respeito e mulheres, quais os perfumes masculinos que já usou ou gosta de usar?